
Publicado a 3 de setembro de 2026
O verão de 2026 termina com um paradoxo incómodo: houve clientes, mas gastaram menos. Dois em cada três proprietários de estabelecimentos de hotelaria e restauração notam uma queda na despesa média por cliente, vários destinos turísticos encerram o ano com um volume de negócios inferior ao de 2025 e, ao mesmo tempo, o setor bate o seu recorde histórico de emprego. A conclusão prática é só uma: em setembro, a margem não se mantém só por ter mais clientes, mas sim aumentando o valor da conta e reduzindo o custo de cada serviço.
Resumindo: o verão de 2026 foi bom em termos de afluência, mas mau em termos de receitas. 66,7% dos proprietários de estabelecimentos de hotelaria e restauração inquiridos em Cartagena notaram uma queda na despesa média por cliente e 75% faturaram menos do que em 2025. Valência estimava uma queda de −5,1%. Ao mesmo tempo, julho de 2026 bateu o recorde histórico de emprego no setor turístico, com 3 093 702 trabalhadores inscritos. Com os preços já no máximo, restam três estratégias: sugerir em todos os pedidos, reduzir o tempo entre sentar-se e pedir, e organizar a ementa por margem de lucro.
O que dizem os números
Não foi um verão mau em termos de afluência. Foi um verão mau em termos de receitas. É uma diferença importante, porque cada uma dessas situações se resolve de forma diferente.
| Indicador | Como é que fechou? | O que é que isso significa na prática? |
|---|---|---|
| Despesa média por cliente | 66,7% dos proprietários de estabelecimentos de hotelaria e restauração inquiridos pela associação de Cartagena constatam uma queda generalizada | O cliente chega, senta-se e pede menos. O problema está na mesa, não na porta |
| Faturação de verão | A Coordenadora do Setor da Hotelaria e Restauração dos bairros de Valência estimava uma queda de −5,1% em relação a 2025; em Cartagena, 75% dos estabelecimentos inquiridos registam um faturamento inferior | Menos receitas com a mesma estrutura de custos: a margem absorve a diferença |
| Rentabilidade | O setor da restauração enfrenta uma queda nas margens de lucro num contexto de aumento dos custos e de regulamentação | Aumentar os preços já não é uma opção: atingiu-se o limite |
| Emprego | 3 093 702 filiados no setor do turismo em julho de 2026, um recorde histórico e 13,9% do total de filiados a nível nacional | Há mais folhas de pagamento do que nunca e continua a faltar gente no turno de sábado |
O resumo da época, sem rodeios: mais clientes, fatura média mais baixa, custos mais elevados e a mesma equipa, que mal dá para dar conta do recado.
Por que é que a despesa média no setor da hotelaria e restauração diminuiu?
Concluíram-se três fatores que não dependem do proprietário do estabelecimento. A perda de poder de compra, com os preços a subirem mais do que os salários. O custo do alojamento de férias, que consome uma parte do orçamento que antes acabava na mesa. E um consumidor que voltou a sair, mas que controla a conta: pede um segundo prato para partilhar, dispensa a sobremesa e decide tomar o café na rua.
O que depende mesmo do empregado de mesa é o quarto ponto: quantas vezes perguntam ao cliente se quer mais alguma coisa e em que momento. Num serviço com a sala cheia, essa pergunta nem chega a ser feita. O empregado está a anotar o pedido da mesa sete, não a oferecer a sobremesa na mesa três. Não é uma questão de atitude da equipa: é uma questão de pessoal disponível na hora de ponta
O que muda em setembro
Setembro não é a continuação de agosto. É um negócio diferente, mas com a mesma cozinha:
- O noticiário do meio-dia diário está de volta. O menu do dia volta a ganhar importância e, com isso, traz uma conta mais baixa e mais previsível. Toda a margem de lucro está nas bebidas, na sobremesa e no café.
- O colchão da esplanada está a acabar. Menos pessoal por turno e maior dependência da rotação interna.
- As palmilhas são recolocadas. Os reforços da época vão-se embora e o plantel fixo fica a dar conta do recado com menos gente.
- É nessa altura que se decide o último trimestre. O que for implementado em setembro já está a funcionar para o pico do Natal. O que for implementado em novembro, não.
As três alavancas que ainda restam
Se já não dá para aumentar o preço e o volume não depende de ti, restam três.
1. Sugere sempre, não só quando for possível
A sugestão que se faz em 100% dos pedidos, e não nos 30% em que o empregado tem tempo para isso, é o que faz a diferença entre um recibo e outro. É aqui que o pedido digital e o auto-pedido mostram o que valem: não substituem ninguém, fazem a pergunta que, na hora de ponta, não se faz.
→ Quiosques de autoatendimento: como funcionam
2. Reduzir o tempo de espera entre sentares-te e pedires
Cada minuto que uma mesa fica ocupada sem que tenha sido feito um pedido é uma rotação que não se repete. Num serviço com dois turnos, cinco minutos por mesa equivalem a uma mesa inteira.
→ Encomenda e pagamento à mesa
3. Ordenar a carta por margem
O que aparece no topo, o que tem foto e o que desaparece. É grátis e é a primeira coisa que devias experimentar.
→ Carta digital: cria-a em 5 minutos
O que nenhuma das três resolve
É importante dizer: nada disto compensa um problema de conceito, de localização ou de produto. Se o espaço não encher, a tecnologia não vai enchê-lo; o que faz é tirar mais dinheiro de cada cliente que já entra. E se o restaurante tiver um serviço de sala de alta qualidade, com um valor médio por pessoa elevado e um menu reduzido, o aumento desse valor por sugestão automática é muito menor do que na restauração rápida ou num formato mais informal. Dizer o contrário seria mentir.
Perguntas frequentes
Foi um verão mau para o setor da hotelaria e restauração em Espanha?
Foi um verão com afluência normal, mas com receitas mais baixas. Num inquérito da associação de hotelaria de Cartagena, 66,7% dos estabelecimentos registaram uma queda na despesa média por cliente e 75% faturaram menos do que na época de 2025, apesar de terem recebido mais visitantes. Em Valência, a Coordenadora de Hotelaria dos bairros estimava uma queda no volume de negócios de 5,1% em relação ao verão anterior.
Quantas pessoas trabalham hoje no setor da hotelaria e restauração em Espanha?
Em julho de 2026, o setor do turismo atingiu os 3 093 702 inscritos na Segurança Social, o número mais alto de sempre e 13,9% do total de inscritos a nível nacional. Só nesse mês, o setor da hotelaria e restauração registou 70 409 novos inscritos. O setor tem mais emprego do que nunca e, mesmo assim, ainda há vagas por preencher.
Como é que aumento o valor médio do ticket sem aumentar os preços?
Garantir que a sugestão seja sempre feita — menus, tamanhos, sobremesa e café —, organizar a ementa por margem e reduzir o tempo entre o momento em que o cliente se senta e faz o pedido. Estas três medidas têm um custo nulo ou muito baixo.
Tenho de mudar o meu TPV para digitalizar a encomenda?
Não. O pedido por QR, o pedido automático e o quiosque funcionam como uma camada sobre o TPV que já tens. O Waitry integra-se com mais de 40 sistemas, entre os quais o Revo, o Ágora, o ICG (Hiopos), o Hosteltáctil, o Oracle Symphony, o Sinqro e o Deliverect. Mudar de TPV em setembro, com o equipamento acabado de instalar, é exatamente o que não deves fazer.
→ Vê todas as integrações disponíveis
Começa pelo que não custa nada
Se de tudo o que foi dito acima só ficares com uma coisa, que seja esta: o preço médio justifica-se à mesa, não na ementa.
Podes criar o teu menu digital e começar a experimentá-lo ainda hoje, sem precisares de mudar o teu TPV e sem teres de falar com ninguém.
→ Criar a minha conta gratuitamente
Prefere ver com os teus próprios números? Pede uma demonstração e fazemos os cálculos com base no teu valor médio por pedido e no teu volume real.



